Actualidade

Seminário de Júlia Farré: ‘Como exportar à Alemanha’

Não é novidade para ninguém que o contexto mundial atualmente é de crise e recessão para uma grande parte dos países, especialmente em regiões tidas como economias sólidas, por exemplo, a Europa. Ainda dentro desse contexto, há países que estão melhores e outros piores, e de olho em mudar suas perspectivas e não sucumbir, as empresas catalanas de Tarragona apostam suas fichas em abrir novos mercados. Os destinos são a África Subsahariana, a Ásia e os países europeus recuperados, nesse caso, a forte Alemanha.

Basicamente, o que foi explicado pela consultora Júlia Farré é que antes de se aventurarem por terras alemãs as empresas espanholas devem levar em consideração uma série de fatores para que seus investimentos deem resultados positivos. A primeira ressalva a ser feita é que a exportação é um processo e um investimento de médio e longo prazo. O imediatismo nesse contexto não cabe. Logo, as empresas devem levar em conta que cada passo tem que ser estudado, planejado e executado com a máxima precisão. Cada empresa é um mundo, e cada uma possui necessidades e soluções à medida. Uma vez diagnosticado o caso, defini-se o mercado a exportar. Para quem nunca exportou, aconselha-se começar por mercados mais fáceis, mas se por algum motivo de força maior, como sócios de origem alemã, produtos, oportunidades ou circunstancias, levam a empresa nessa direção, é bom redobrar os cuidados.

De acordo com Júlia, o mercado alemão é líder em várias áreas importantes, como o setor automobilístico, químico, farmacêutico, maquinário, tecnológico, biotecnológico, chegando até os setores agro-alimentar e médio-ambiental. A consequência é o nível de exigência desse mercado, que é muito alto. As chaves para o êxito, enumeradas segundo a consultora especialista neste mercado, são a constância e a perseverança de trabalho, a qualidade dos serviços prestados, a pontualidade, o entendimento do fator cultural e a adaptação ao mercado alemão.

Ela cita como exemplo clássico de diferenças culturais marcantes a permissividade española com relação a atrasos e a emotividade na hora de tomar decisões importantes, ao contrario dos vizinhos que planejam, estruturam e tomam por base os números e as cifras antes de decidirem qualquer coisa. Sem entrar no mérito de piores ou melhores, e sem generalizar, esses são fatores que os pretensos exportadores espanhóis devem ter muito claro na hora de tentar qualquer negócio com os alemães.

Finalizando, se o momento da sua empresa ainda não é esse, a boa notícia é que essa não é a única tábua de salvação. Sendo a Espanha uma referência industrial forte com produtos competitivos e exportações de grandes volumes a outros países europeus, as saídas existem em outros mercados ou até mesmo dentro do própio solo espanhol. O investimento em formação e infra-estrutura sempre é bem-vindo e ajuda muito, e apesar dos BRICs estarem em alta, a curta distancia dos vizinhos e outros fatores culturais pesam a favor na hora de manter tudo por perto.